sábado, 15 de outubro de 2011

E mais um dia do TERAPEUTA OCUPACIONAL passou e você não viu...

É isto, 13 DE OUTUBRO foi o dia do TERAPEUTA OCUPACIONAL, lembrado pelo menos pelos orgãos fiscalizadores: CREFITOS E COFFITO. Neste vídeo, a mensão mais atualizada desta justa homenagem, pelo CREFITO 13. Parabéns TO' s!!! 

 

sábado, 1 de outubro de 2011

Dia das crianças à vista...

Oba!
Pois é, mais um dia das crianças se aproxima e com ele a eterna dúvida sobre que brinquedo dar a uma criança.
Roupas? Nem pensar... foi o que disse a minha filha. Brinquedos - os prefereidos delas, mesmo que eles tenham uma infinidade deles, são sempre bem vindos.
Por isso trouxe hoje um artigo  publicado em outro blog meu: BRINQUEDOTECA. Vamos conhecer?!!

BRINQUEDOTECA


São acervos de brinquedos e jogos que têm como objetivo desenvolver atividades lúdicas e aquí orientar material lúdico e brinquedos. "Sua filosofia é a de que brincar é um direito da criança e que isso lhe proporciona uma série de aquisições desenvolvimentais que a convidam a explorar, sentir e experimentar" (MORAIS, 1999)
Observo que as pessoas tem muita dificuldade na hora de escolher um brinquedo, seja como um presente ou como indicação adequada a cada criança. É muito comum se repetirem por exemplo sempre dando bonecas a todo ano; com os menino imagino que seja também igual, sempre bola ou carrinho... e dá até p'ra fazer um gancho naquela idéia preconceituosa de que menino não brinca de boneca, ou que menina não brinca de carrinho. Imagina?!! É ótimo que brinquem!!!
Estamos na era em que mulher dirige e trabalha fora, além de tudo que já faziam em casa, pois brincaram de casinha e de boneca. E os meninos não podem nem devem ficar atrás precisam aprender a ser bons pais de família, colaboradores e cooperadores na relação familiar, brincando de boneca e de casinha. Por que não?!!  
Nesta página tenho o objetivo de mostras que os brinquedos são todos ARRUMADINHOS IDADE POR IDADE. E além de se livrar desta idéia retrógrada da suposta sexualidade dos brinquedos, você leitor também poderá escolher melhor quando for presentear.

De 0 a 6 meses
* A criança descobre a visão: luz, distância e cor. Ela começa distinguindo primeiro pelo que está mais longe, para numa segunda fase perceber o que está mais perto.
* A criança toma conhecimento das formas, dos movimentos, das cores. Descobre os sons e prefere os agradáveis, por que seu sistema auditivo é muito sensível.
* No final do primeiro semestre de vida, a  criança começa a querer sentir as formas. Para esta fase, os brinquedos devem ser leves, porque a criança não domina integralmente a sua capacidade motora.
* Alguns exemplos: móbiles, bolas coloridas, João-bobo colorido, brinquedos sonoros (chocalhos) bichinhos de borracha mole.

De 6 a 12 meses
* É a fase da descoberta do tato e, com ele, das formas, dos materiais, dos pesos e das texturas dos objetos.
* A criança quer pegar, segurar, apertar: isto é, sentir o objeto. No final do período a criança começa a levar os objetos à boca.
* Nesta fase, os brinquedos devem ser de diferentes materiais e texturas, como panos, madeira, borracha, vinil, etc. Devem ser coloridos, em peças destacáveis e sem lados pontiagudos que possam machucar.
* Alguns exemplos: bichinhos de borracha para levar a boca, brinquedos de praia, etc.
* A qualidade não tóxica dos materiais é condição de seleção do brinquedo.

De 1 a 2 anos
* Nascem os dentes, e com eles, a criança ganha um instrumento para rasgar, morder, testar a resistência dos materiais. Em seguida a criança começa a usar mais a boca para falar e menos para morder ou rasgar.
* Com tudo a grande característica desta fase é a tentativa da criança de dominar o espaço onde se movimenta. É aqui que as atividades de ir, voltar, correr, subir, descer, abrir e fechar se manifestam com grande intensidade.
* Para esta idade, são aconselháveis todos os brinquedos que ajudam a motricidade da criança, como brinquedos de subir e descer, de puxar e empurrar, de abrir e fechar, brinquedos leves de encaixar, cavalinhos, velocípedes e jipinhos.

De 2 a 3 anos
* É a fase dominada pela compreensão das formas – triângulos, retângulos, etc. – e pelas construções – empilhamento, encaixe, modelagem. O tamanho das formas deve diminuir à medida que a idade da criança aumenta.
* É a idade dos brinquedos de empilhar e encaixar, kits de construção e modelagem simples.
* O brinquedo deve ser preferencialmente indiferenciado, isto é, permitir múltiplas combinações à criança.
De 3 a 5 anos
* A criatividade da criança aumenta rapidamente. Ela começa a dramatizar o que vê no dia-a-dia.
* É a fase da fantasia, da invenção e da imitação de situações conhecidas, ou criadas pela imaginação.
* Brinquedos que respondem a essa fase, são carrinhos, bonecas, personagens, brinquedos de faz-de-conta, como dar banho na boneca, panelinhas, xicrinhas, imitação de profissões, etc.
* É uma boa idade para a criança trabalhar com tintas e massas de modelar.

De 5 a 7 anos
* É a fase que a criança começa a acumular conhecimento. Inicialmente, ela faz isso ainda em bases muito ligadas a coisas concretas que aprendeu no período anterior.
* A criança ganha mais atenção e concentração. Isso lhe permite dominar atividades de construção com peças menores. Começa progressivamente a ser  “social”. * Até o inicio desta fase ela brinca sozinha, mesmo quando brinca em grupo. Não há trocas e não há regras – ou se estas existem e a criança perde, seu reflexo é mudá-las.
* No final desta fase, começa a perceber e aceitar regras.
* Brinquedos recomendados: jogos de construção com peças menores, materiais de modelar e desenhar, jogos de figuras, ferramentas e outros utensílios ligados a profissões e utensílios de cozinha, jogos lúdicos com regras.

De 7 a 10 anos
* A criança desenvolve suas capacidades de reflexão e de memória, passando do concreto para o raciocínio abstrato. Por exemplo, tem noção de número e letra.
* Domina completamente sua motricidade. Começa a definir individualmente seus interesses.
* Aprende a perder um jogo, a aceitar regras, a conviver em grupo.
* Para esta fase, os melhores brinquedos são os jogos de raciocínio, memória e competição, instrumentos musicais, teatro, brinquedos motores, como carros à pilha ou fricção, jogos de destreza, como futebol de botão.

Acima de 10 anos
* Os interesses da criança se definem na individualidade de cada um. Há crianças mais motoras – que gostam mais de esportes, por exemplo - e crianças mais intelectuais – que preferem jogos estratégicos videogames, microcomputadores.
* Brinquedos: jogos de estratégia, de destreza e precisão, jogos eletrônicos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ATIVIDADE É SAÚDE!

"Terapia Ocupacional - UMA RESPOSTA RUMO AO BEM ESTAR!
QUANDO?
  • Quando a DEPRESSÃO afasta a motivação necessária à participação e à realização das atividades cotidianas e as “coisas” perdem o sentido;
  • Quando a MEMÓRIA “falha” com o envelhecimento;
  • Quando o STRESS funcional dificulta o desempenho no trabalho;
  • Quando a DOR física ou um ACIDENTE inviabiliza os movimentos das mãos;
  • Quando um DERRAME impede a pessoa de realizar uma “simples” tarefa como a de segurar um copo de água;
  • Quando uma PESSOA com NECESSIDADES ESPECIAIS necessita ampliar a sua participação e seu desempenho em vários domínios do bem estar, tais como: trabalho, saúde, escolarização, lazer, cultura, atividades domésticas, etc.;
  • Quando numa INTERNAÇÃO brincar é, talvez, a única forma de estar “mais perto de casa”;
  • Quando as BARREIRAS físicas e as ATITUDES das pessoas tornam as ruas, as calçadas, os prédios e os serviços INACESSÍVEIS."

 Definição de Terapia Ocupacional
Símbolo
 1 - SEGUNDO O COFFITO:
  
É uma área do conhecimento, voltada aos estudos, à prevenção e ao tratamento de indivíduos com alterações cognitivas, afetivas, perceptivas e psico-motoras, decorrentes ou não de distúrbios genéticos, traumáticos e/ou de doenças adquiridas, através da sistematização e utilização da atividade humana como base de desenvolvimento de projetos terapêuticos específicos.

TERAPEUTA OCUPACIONAL
 
É um profissional dotado de formação nas Áreas de Saúde e Sociais. Sua intervenção compreende avaliar o cliente, buscando identificar alterações nas suas funções práxicas, considerando sua faixa etária e/ou desenvolvimento da sua formação pessoal, familiar e social. A base de suas ações compreende abordagens e/ou condutas fundamentadas em critérios avaliativos com eixo referencial pessoal, familiar, coletivo e social, coordenadas de acordo com o processo terapêutico implementado.
O Terapeuta Ocupacional compreende a Atividade Humana como um processo criativo, criador, lúdico, expressivo, evolutivo, produtivo e de auto manutenção e o Homem, como um ser práxico interferindo no cotidiano do usuário comprometido em suas funções práxicas objetivando alcançar uma melhor qualidade de vida.
As atividades do profissional estendem-se por diversos campos das Ciências de Saúde e Sociais. Avalia seu cliente para a obtenção do projeto terapêutico indicado; que deverá, resolutivamente, favorecer o desenvolvimento e/ou aprimoramento das capacidades psico-ocupacionais remanescentes e a melhoria do seu estado psicológico, social, laborativo e de lazer. 
    Locais onde exercem suas atividades:
  1. - Hospitais Gerais;
  2. - Ambulatórios;
  3. - Seus consultórios;
  4. - Centros de recup. bio-psico-social;
  5. - Projetos Sociais Oficiais;
  6. - Sistemas Prisionais;
  7. - IES;
  8. - Órgão de controle social;
  9. - Creches e Escolas;
  10. - Empresas.

2 - SEGUNDO A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE:
“A ciência que estuda a atividade humana e a utiliza como recurso terapêutico para prevenir e tratar dificuldades físicas e/ou psicossociais que interfiram no desenvolvimento e na independência do cliente em relação às Atividades de Vida Diária, trabalho e lazer. É a arte e a ciência de orientar a participação do indivíduo em atividades selecionadas para restaurar, fortalecer e desenvolver a capacidade, facilitar a aprendizagem daquelas habilidades e funções essenciais para a adaptação e produtividade, diminuir ou corrigir patologias e promover e manter a saúde”.
Em resumo, a Terapia Ocupacional é um profissão da saúde do grupo das terapias da reabilitação. É a arte e a ciência de ajudar o ser humano a realizar atividades do cotidiano e laborativas com independência e satisfação. Sendo o terapêuta Ocupacionlal um profissional de nível superior que estuda profundamente a atividade humana como um todo e é carinhosamente chamado de T.O.
Então, quando procurar um T.O?
Esta procura deve ser expôntânea e ou quando indicada por outro profissional de área paralela. Por identificação de empecilho na realização de atividades  devido á incapacidade transitória ou definitiva, gerada por traumas no organismo que afetem a função motora, sensorial, visual, auditiva, vestibular, perceptiva, cognitiva, afetiva e ou emocional; necessitando de habilitação  ou reabilitação física e psicosocial, para retorno a vida funcional adaptada e ao trabalho. 
Quem pode procurar um T.O ?
Todo indivíduo com dificuldade de adaptação à vida de relação e produção com prejuízo na realização de atividades do cotidiano, seja ele criança, adulto ou idoso.
Como ele trabalha ?
O Terapêuta Ocupacional irá acompanhar o indivíduo, identificando com este o que realmetne lhe atinge neste período impedindo o equilíbrio de sua saúde. Numa proposta de acolhimento e acompanhamento sistemático de encontro às necessidades e interesses do indivíduo adequando-as de acordo com a avaliação terapêutica. Utiliza a atividade como recurso terapêutico seja ela de vida prática (AVP), as de vida diária (AVD), o brincar, o trabalho e o lazer. Seus procedimentos usuais são: avaliação e atendimento individual, grupal, domiciliar, hospitalar e externo; confecção de órteses do membro superior, treino com próteses e adapatações com tecnológia assitiva; orientação ao indivíduo e a família; consultoria (planejamento, analise da atividade e supervisão).

Cotidiano

Palavras chaves nesta página: Atividade humana, cotidiano, motivação, funcional, desempenho, trabalho, movimento, tarefa, bem estar, trabalho, saúde, lazer, qualidade de vida, capacidades, práxis/prática, auto manutenção, AVD, habilidades, adaptação, produtividade.

Organização da rotina
Tudo isto organizado dentro de uma rotina resulta na sua saúde  através da atividade!


Mais claro que isto? Só este vídeo!

Encontrei este vídeo e achei-no o mais didático para você que quer saber o que é Terapia Ocupacional. Que a insatisfação na pergunta repetidamente realizada possa encontrar não o fim mas o meio para se chegar até  a TERAPIA OCUPACIONAL.



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

POR QUE TERAPIA OCUPACIONAL?

_O que é medicina?
Não é uma pergunta comum, pois quase todo mundo foi a um médico um dia.
_O que é Terapia Ocupacional?
Com freqüência essa pergunta me é feita, entra ano e sai ano. Acredito que à medida que as pessoas se utilizarem da Terapia Ocupacional (T.O.) como tratamento, irão conhecê-la e se beneficiar dela.
Para entender como este profissional raciocina sua prática recorreremos uma analogia de sua história e sua família de origem: onde a T.O. teve como pai a Medicina, mãe a Enfermagem e irmã a Fisioterapia. Também recebeu influências de seus avós: Antropologia e Filosofia, Sociologia e Psicologia, na sua formação.  
Podemos utilizar outro raciocínio para facilitar nossa compreensão: a T.O. está para a Fisioterapia assim com a Arquitetura está para a Engenharia (inclusive nos dois exemplos, as profissões compartilham o mesmo conselho de fiscalização),  portanto uma e a base e a outra o acabamento da reabilitação.
Enquanto a Fisioterapia se concentra no Motor a T.O. enfatiza o Sensorial; Enquanto a Fisioterapia se concentra no tratamento motor funcional global a T.O. enfatiza função sensóriomotora de membro superior, perceptocognitivo e afetivoemocional além de processos que envolvem a execução de uma tarefa.
Num exemplo enquanto técnica de integração sensorial o T.O. em analogia a um “jardineiro” será responsável pela preparação (cavar a terra, revirá-la, molhá-la, adubá-la, afofá-la) do terreno a ser plantado pelo cuidador. Outras vezes este papel, é o de fornecer uma estaca (adaptação) para o bom desenvolvimento da planta.
Um local onde o serviço de T.O. está disponível na forma mais ampla de sua atuação é nas APAE’s. O T.O. irá abranger amplamente a leitura da pessoa com necessidades especiais, criticando construtiva e permanentemente o que lhe é oferecido no ambiente da instituição, familiar e comunitário, bem como as adaptações que se fizerem necessárias ao bom desempenho ocupacional e sua inclusão social. O ambiente de APAE é rico em diversidade diagnóstica e procedimentos para que um T.O. possa atuar de modo avaliativo, crítico orientador, interventivo, adaptativo e inclusivo. Nele o T.O. tem atuação clínico-terapêutica, em equipe técnica interdisciplinar e de acordo com os procedimentos protocolados pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional/COFFITO e sistema único de saúde/SUS.
A pergunta mais adequada é:
_Por que Terapia Ocupacional?
Porque a pessoa com necessidades especiais deve ser enxergada como um todo principalmente em suas d’ÊFICIENCIAS; alguém que por algum motivo tenha uma história diferente de uma maioria, precisa ser incluído com as devidas adaptações, respeitado e ter qualidade de vida. A prática da Terapia Ocupacional busca a praticidade e funcionalidade de vida não só da pessoa com deficiência como de qualquer indivíduo que esteja com sua prática de atividade (lúdica, laborativa, lazer, afetivo-sexual, etc.) prejudicada isto é: uma necessidade especial (ou várias).
Tornar possível por todos os recursos terapêuticos a autogestão (meu desejo) /autonomia (capacidade de escolher o que eu desejo) e a autodefesa (saber meus direitos e deveres e saber me defender) /independência (fazer o que eu desejo) para principalmente a pessoa com deficiência intelectual e múltipla (que é o foco da APAE) em todo seu ciclo de vida e envelhecimento saudável, é a excelência da Terapia Ocupacional não só numa APAE, mas diante te todo desafio profissional que houver.

Vestibular de Terapia Ocupacional

       Se Você já leu o meu perfil inteiro, com este blog tenho o objetivo de tornar conhecida a TERAPIA OCUPACIONAL na prática, desconhecida de muitos, surpreendentemente até de intelectuais, então não são somente os leigos o meu público alvo, mas pessoas formadoras de opnião.
       Claro que não esquecí dos colegas Terapêutas Ocupacionais que assim como eu levantam a bandeira de esclarecer e tornar conhecida a nossa querida profissão. Com estes objetivo uma parceria, onde possamos nos ajudar mutuamente, com troca de informanções e link's tornado nossa rede na blogosfera unida e forte.                        
       Gostaria também de atingir estudantes mais específicamente vestibulandos diante da tomada de uma decisão tão importante que determina seu futuro profissional. Se você leitor é um deles poderá recorrer ao guia do estudante ou ao vídeo logo abaixo, em que uma antiga professora minha, hoje em outra faculdade, apresenta muito bem esta profissão.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A pessoa com dEficiência quebra a cultura da indiferança. Tenha coragem de ser diferente!

        No próximo dia 21 inicia a semana da pessoa com dEficiência intelectual e múltipla,  e o tema proposto pela Federação Nacional das APAE's entitula esta postagem. 
        Infelizmente a sutileza do vídeo pode ainda passar despercebida por alguns. Assim com o convívio contínuo com a diversidade dos seres que ainda não é de conciências de  muitos. A pessoa com dEficiência tem um papel social importante que é de caricaturar a diferença e alertar a todos nós para nos mexermos. 
        Neste vídeo em especial Ela dá o exemplo. Coisa que nós seres "pensantes"  e ditos "normais" muitas vezes nos esquecemos, negligênciando nossos irmãos. Dê que nos adianta tanta inteligência se não a utilizarmos para o bem da humanidade?! "O que importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar de curso".

 
Ficha Técnica do vídeo
Produção: Libertà Filmes Direção e Roteiro: Leonardo Liberti
Produção Executiva: Érica Pacheco
Produção Geral: Hamilton Boldrini
Produção de Áudio: Amics Audio
Trilha: Maestro R. Petreca
Sound Designer: Marcos de Cunto
Locução: PC Bernardes
Ukulele: Humberto Dantas
Mixagem: Henrique Ohara

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

ASSOCIAÇÃO DE PAIS, AMIGOS E EXCEPCIONAIS


Hoje trouxe a reedição de um trabalho preparado em 2001 por ocasião da semana do excepcional, hoje semana da pessoa com dEfiência intelectual e múltipla. Na época uma palestra apresentada à comunidade e autoridades sob o título: APAE - Assistência ou Associação?
Estamos as vésperas de mais uma semana e o tema deste ano trás "A pessoa com dEficiência quebra a barreira da indiferança. Tenha coragem de ser diferente". O que mostra que este trabalho está sempre atual  e assim espero ser útil na reflexão.

ASSISTÊNCIA OU ASSOCIAÇÃO?

"Iniciei meus trabalhos nas APAE's de Mutum e Manhumirim simultaneamente em 2007. 
Antes já tinha trabalhado na APAE de Mutum por 3 anos, desde seu primeiro dia de funcionamento em 1999. Na época tinha comigo minha formação teórica, a experiência de estágios, a de outro estado (SP) e do trabalho em uma Pestallozzi. Passei uns anos afastada da instiuição e retornei  então em 2007, na ocasião da  aprovação do convênio com o SUS/APAE de Mutum. Hoje tenho a experiência citada e o cotidiano das duas APAE's (Ambas conveniadas ao SUS)".
Observo o comportamento dos usuários que na verdade deveriam ser de sócios, porém nem todos o fazem. Por que, se somos uma APAE?

*Para figurar o nome APAE deve-se cumprir uma série de exigências da Federação Nacional das APAE's. 
Símbolo Nacional*


Uma APAE é uma Associação de Pais e Amigos e Excepcionais. É uma entidade filantrópica sem fins lucrativos, isto é, de caráter beneficente. Trata-se, portanto de uma Organização Não Governamental (ONG) de apoio e defesa dos direitos da pessoa com dEficiência (PdE) de todas as idades com comprometimento intelectual e múltiplo (+ física; sensorial; visual, auditiva e condutas típicas).  
 Vamos entender isso, a começar pelos membros mais importantes: 
Conhecendo os excepcionais                               
Os excepcionais - termo usado desde a fundação da primeira APAE no Brasil em 1954, traz uma conotação de fora do comum, incomum, fora do normal, estigmatiza, fere a estima, traz pré-conceito e marginalidade. Caiu em desuso com o sistema 1992.
Passou-se a usar a nomeclatura "pessoa com necessidades Especiais". Para nós que estudamos e trabalhamos para Eles, cidadãos brasileiros, nossos irmãos em cristo, Especiais por suas necessidades diferentes ou especificas em relação às nossas. Necessidades de calçadas livres e em boas condições de tráfego e eliminação das barreiras ambientais; de acessibilidade a adaptações arquitetônicas; de comunicação objetiva e acessível; de respeito pelas dificuldades de todos os níveis; do direito de ir e vir, de manifestar suas necessidades e preferências, a saúde, a educação e dos benefícios sociais. Especiais por nos proporcionarem um aprendizado rico em amor incondicional: “Não somos nos que nos sacrificamos por eles como pretende uma certa retórica filantrópica” muito antes pelo contrário, entendemos por dEficiência a capacidade que precisa ser estimulada para se sobressair, habilidade que precisa ser adaptada. 
         Os termos foram repensados e evoluiram para "pessoas com dEficiências" (PdE). E assim eles passam a ser vistos, pois assim eles são! Cidadãos de direitos e também deveres, nada de camuflar a realidade.
Associação de Pais
Os Pais que antes estavam sem amparo, passaram a se dirigir até esta instituição no intuíto de alí receberem a assistência desejada; porém como o nome da associação o diz - Pais nessa instituição tem responsabilidades proporcionais aos seus direitos e nos ensinaram igualmente como seus filhos, a aprimorar nosso trabalho que hoje tem uma crítica de cunho positivo a lhes fazer:
 Sabemos da limitação financeira, da limitação cultural, de todas as limitações que uma família “normal” encontra no seu dia-a-dia, mas precisamos de vocês atuantes, colaboradores e cooperadores aumentando progressivamente suas autonomias como Pais Associados; esta não é uma proposta isolada de um profissional ou da instituição ela é uma orientação antiga e sempre reforçada pela Federação Nacional das APAE's.
Quando nos tornamos Amigos?
Quanto aos Amigos somos todos nós, remunerados ou não em prol desta causa que aparentemente não é nossa, mas que assumimos por solicitação, por afinidade, por responsabilidade, ou até mesmo por missão espiritual. Eles nos solicitam a todo o momento, esbarramos com Eles na rua, no banco e ainda assim se não O encontramos devemos nos preocupar, por que Eles não aparecem, onde Eles estão? Será que vamos precisar conviver com um dEles em nosso lar, para Os enxergar? Parece que estamos à parte, mas nos enganamos, podemos ser surpreendidos a qualquer momento por esta viagem a qual não programamos, ao nos colocarmos esta questão podemos entender que fazer parte de uma Associação como esta, dá-nos uma oportunidade única da qual não nos apercebemos. 
Conhecendo a APAE
E finalmente vamos entender esta Associação: Ela é uma escola, ou é o lugar do menino que não deu certo em outra? Quem sabe o lugar do doido? ERRADO!

É APAE Instituição e é APAE Educadora.

A APAE Instituição:
     Compõe-se de uma Diretoria Executiva e Conselhos Fiscais e Administrativo de voluntários que deliberam decisões importantes para a instituição e de funcionários habilitados e treinados em parceria com o estado, prefeitura e remunerados pela própria APAE, que:
  •      Articulam junto a equipes multidisciplinares de hospitais, creches etc, a discussão da prevenção e o encaminhamento da PdE para o atendimento clinico/precoce, evitando assim a extensão de seqüelas muito severas e possíveis incapacidades;
  •      Oferece diagnóstico e atendimento clínico neuropediátrico em equipe interdisciplinar (Assitente Social, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Neurológista, Psicólogo e Terapeuta Ocupacional );
  •       Encaminha a PdE através do Assistente Social aos benefícios garantidos por lei (passe livre, benefício de prestação continuada, cadeira-de-rodas,  etc);
  •       Encaminha e articula os demais casos com toda rede de oferta disponível na cidade (ex: Programa de Saúde Mental - CAPS; Conselho Tutelar do Menor; PSF's; NASF; etc);
  •      Oferece avaliação pedagógica para inclusão escolar de acordo com a oferta da APAE Educadora ou escolas regulares locais;
  •       Oferece suporte Terapêutico à família e o incentivo a criação de Clubes de Mães, Auto-defensores, etc;
  •       Oferece oportunidade ao voluntário que quiser desenvolver seu trabalho em parceria com a equipe;
  •      Propõe-se a oferecer inclusão através do esporte, participação em competições regionais e olimpíadas paraespeciais;
  •      Propõe-se a oferecer inclusão pela arte com oficinas de artesanato e participação em festivais através coordenação de artes, articula-se em conjunto com a coordenação a seguir;
  •     Propõe-se a oferecer avaliação para integrar a PdE em oficinas terapêuticas ou ocupacionais, de produção, de trabalho (pré-profissionalizantes, profissionalizantes, cursos), protegidas ou não, inclusão a empresas através da Coordenação de Educação Profissional;
  •      Propõe-se a oferecer Reabilitação com Base na Comunidade (RBC), aqueles portadores de deficiência que por dificuldades de acesso estão impedidos de chegarem a nossa instituição sem contudo deixar de fazer parte da Associação.
A APAE Educadora:
Nossa escola de educação especial tem uma realidade sólida. Portanto hoje:
  •       Oferece classe especial (em média 15 alunos por turma) visando atender mais de perto as necessidades individuais, da creche ao ensino fundamental do 1º ao 5° ano e educação de jovens e adultos (em APAE’s   mais antigas têm se estendido até 9o ano);
  •       Oferece sala de recursos para deficientes visuais, auditivos e neurológicos;
  •      Propõe-se a oferecer o ensino itinerante (que acompanha o aluno alfabetizado encaminhado ao ensino regular);
  •       Propõe-se a oferecer oficinas pedagógicas;
  •      Oferece Brinquedoteca, que são acervos de brinquedos e jogos que têm como objetivo desenvolver atividades lúdicas e emprestar material lúdico e brinquedos. "Sua filosofia é a de que brincar é um direito da criança e que isso lhe proporciona uma série de aquisições desenvolvimentais que a convidam a explorar, sentir e experimentar" (MORAIS, 1999);
  •      Oferece Supervisão Pedagógica, Consultoria Terapêutica Ocupacional, Fonoaudiólogica e Suporte Psicológico aos professores;
Enfim, o trabalho é voltado para garantir a Eficiência dos principais associados.

E quem não é APAE?


Até aqui falamos de uma estrutura ideal e que vem acontecendo dentro das nossas possibilidades, mas ainda assim durante muito tempo e ainda ocorre, recebemos a demanda de muitos que tivemos que reprimir, negar e passamos em 2000 a encaminhar a rede Municipal por incharem nossos serviços e comprometerem a qualidade do trabalho voltado a PdE. Tal atitude teve a finalidade de criação de programas específicos voltados para diversas clínicas como por exemplo: a cliêtela de Distúbios de Aprendizagem, a de Saúde Mental e a de Reabilitação Física. Estes encaminhamentos foram direcionados á Secretaria de Saúde e Ação Social de Mutum, alguns casos passaram a ser atendidos na Policlinica na época .     
"Posteriormente participei inclusive, da criação  do CAPS I  de Mutum, onde trabalhei nos anos em que estive afastada da APAE".
Aproveito este espaço para abrir um parêntese para diferenciarmos dEficiência Intelectual de transtorno Mental, o que vem trazendo confusão e preconceito no acesso a APAE.
dEficiência Intelectual  X Transtorno mental 
Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor X desenvolvimento neuropsicomotor geralmente normal; 
No geral, na apresenta dificuldade nos contatos sociais X relacionamento interpessoal com o mundo externo prejudicado; 
Ligação afetiva presente, quando estimulada X  Ligação afetiva geralmente ausente;
Surge do nascimento à meninice X Surge geralmente na adolescência ou vida adulta (menos frequente em crianças); 
Atendimento em Centros Especializados (Estimulação, Educação, Habilitação Profissional) X Tratamento Psiquiátrico e de Enfermagem (na comunidade e em Serviços de Ambulatório, Unidades-dia ou Centros Psiquiátricos Especiálizados - CAPS, CAPS AD E CAPS i);
Raramente requer uso de medicação X Necessidade geralmente, de esquema medicamentoso e psicoterapia, visando a reabilitação e volta a vida da Comunidade, se possível;  
Importância da participação familiar E Importância da participação familiar;
Na dEficiência intelectual trata-se de ensinar habilidades para a possível integração na vida comunitária, em vários níveis, enquanto na doença mental, a ênfase é dada a medidas de reeducação para que as pessoas reassumam as suas condições prévias de vida normal ou quase normal;  
Há aspectos comuns nas Técnicas de tratamento da dEficiência intelectual e transtorno mental.
Esta é a distinção fundamental entre a habilitação e reabilitação.  
 Esta e a diferença que pretendo destacar com este texto: A APAE É O LUGAR DO dÊFICIENTE, PARA HABILITÁ-LO E INCLUÍ-LO COMO CIDADÃO. Somente uma Associação pode assumir esta responsabilidade. Outros serviços têm outras responsabilidades e podem se restringir à Assistência.   Atualmente temos a opção de encaminhar os quadros que não são APAE ao NASF, CAPS e CRAS, graças à uma iniciativa lá em 2000.