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sábado, 17 de dezembro de 2011

Breve HISTÓRIA DA TERAPIA OCUPACIONAL no Brasil

A história da Terapia Ocupacional é recente, mas a atividade humana, enquanto recurso terapêutico, foi utilizada, de forma pouco consciente e pouco cientifica, desde os tempos mais remotos como mostrado no vídeo.
A demanda pelo profissional surgiu após os anos de 1830, nos hospitais psiquiátricos para atender os internos e lhes dar alguma ocupação. Com a Revolução Industrial, no final do século XIX, surgiram os acidentes industriais e com eles o número de pessoas incapacitadas aumentou. Era fundamental que aparecesse uma nova forma de tratamento para as incapacidades do membro superior que surgiram a partir daí. Mas, só foi fundada a 1ª escola em 1906, nos EUA por um médico e uma enfermeira. Assim nas duas primeiras décadas do século XX ocorreu o início formal da Terapia Ocupacional, com o renascimento do tratamento moral, impulsionado pela necessidade de tratamento de soldados feridos na Primeira Guerra Mundial, assim a utilização do profissional, agora capacitado, estendeu-se para atender aos mutilados de guerra em hospitais gerais. 

Porém foi na 2ª Grande Guerra que a profissão expandiu-se com força total por todo o mundo, na reabilitação física psicológica e na inclusão dos sobreviventes. No Brasil, o primeiro curso de Terapia Ocupacional, instalado pela ONU em 1948, com duração de um ano, foi ministrado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Assim profissão chega ao brasil nos anos 50, tendo as primeiras escolas fundadas nos estados de São Paulo,  Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Em 1957 surge a World Federation of Occupational Therapy (WFOT), que contribuiu positivamente para o desenvolvimento da profissão, universalizando o programa educativo e expondo padrões básicos exigidos para a formação do Terapeuta Ocupacional.

A história da profissão se confunde  com a da terapia física, inicialmente faziam -se vestibular para terapia e só no 2º ano de curso optava-se por física ou ocupacional. Daí a justificativa das profissões compartilharem o mesmo conselho de classe - COFFITO/CREFITO (Conselho Federal/Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional). Ambas as profissões foram criadas num único decreto no dia 13 de outubro de 1969, o que determina ser neste dia comemorado o dia do profissional no Brasil.
No dia 13 de outubro de 1969, a profissão adquiriu seus direitos, por meio do Decreto-lei nº 938/69, no qual a Terapia Ocupacional foi reconhecida como um curso de nível superior e definitivamente regulamentada.
Este ano estamos fazendo: 

42 anos de T.O no Brasil. 

E já que a vida começa aos 40, temos um longo caminho pela frente!


Construindo uma história de esperança, evoluindo através do tempo,
 amadeurecendo cada vez mais em todas as áreas.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

HISTÓRIA OCUPACIONAL

O que é uma história Ocupacional?
É o histórico da vida de uma pessoa desde sua infãncia e o resultado das opções ocupacionais ao longo desta, culminando na sua escolha e atuação profissional.
Por isto, escolhí hoje falar  sobre a minha história Ocupacional. Por que? Hoje é meu aniversário, e minha história ocupacional se confunde e tem tudo a ver com a da Terapia Ocupacional. Pode parecer meio melancólico, mas é que data de aniversário mexe mesmo com a gente, principalmente quando a gente está começando a viver... (risos)
Fui uma criança saúdável do ponto de vista do brincar, me lembro das casinhas, cirquinhos, contato com a natureza na roça e quintal de casa, pescarias, amiguinhos... criações de brinquedos como caveira de abóbora,  boizinhos de frutas de arvores, cozinhadinhas. Brincadeiras de roda e piques na rua. Eu e um grupo de amigas na fase  do clube da luluzinha  com nossas confabulações.... aprendendo a nos maquiar, e fazer as unhas. etc.
E a minha relação com a tinta? Minha mãe tinha duas atividades profissioais além de ser mãe e dona de casa: pintava tecido e fazia bolos confeitados, e eu estava lá em meio as tintas, e confeitos... mais tarde fui ajudá-la nestas atividades. Não posso esquecer que antes disso ganhava os vidros de tinta vazios para eu brincar... simbolizar, eles se transformavam em uma família inteira nas minhas mãos. Brinquei muito! Acho que até por volta dos 12 anos. Minha irmã mais velha que eu 10 anos, estudava música no conservatório em Manhumirim e já dava aula de piano para iniciantes em nossa casa. Também estudei música. Mas não cheguei a ir para o conservatório, graças a problemas de saúde, só vim a frequentar Manhumirim como Terapeuta Ocupacional. Acho que vem daí minha intimidade com os teclados do computador. (risos)
Tudo isto dentro de um contexto de saúde doença também da minha mãe, perda da minha única avó viva que conhecí, dos meus tios Jonas e Roberto. Inclusive vivi acreditando por muito tempo ter problemas de saúde devido ao histórico de meu nascimento, a culpa da minha mãe por ter me deixado para ir ser operada, ter ficado em coma e só vir a se relacionar comigo mais de um mês depois.  
Sempre fui uma aluna responsável e dedicada, e recebia o reconhecimento dos meus professores, gostava das aulas de biologia, química, artes,  mas não me encantava com a quase única opção de curso técnico de 2º grau que havia no colégio local,  em que acabei fazendo: Magistério, onde me identifiquei com filosofia e sociologia mas tinha o sonho de sair para estudar... tinha em mente Arquitetura, mas ao fazer inscrição no cursinho me dei mal caindo em uma turma de exatas (dessa época tenho uma amiga que é arquíteta, que hoje tem uma bebê sindrome de Down), não me identifiquei com o frio dos cálculos matémáticos e físicos e aí logo ví que não era comigo, queria calor humano... e encontrei isso quando tinha aulas de biologia, quimica, história e geografia em comum com a turma de biomédicas e humanas. Fiquei um tempo confusa com comunicação e agronomia - tudo a ver! (risos) Nesta época cheguei a fazer um teste vocacional... Essa coisa da comunicação acho que tem a ver com blog, vocês não acham? Da agronomia e da relação com a natureza, vejo uma aplicação prática no contexto relação homem natureza em que devo estar falando em breve - sobre viver mais susténtável. Sobre a minha relação atual com a Arquitetura falei recentemente no post Se você pensou em acessibilidade fisica.
Fiz a opção final por Psicologia e Terapia ocupacional, 8 vestibulares do primeiro e 1 do segundo, passei em uma faculdade em psicologia e em outra em T.O só que os horários batiam e aí eu tive que optar: e o resultado vocês já conhecem. Aquí estou eu: em meio a crianças, brinquedos, música, atividades, saúde, doença, etc. Em relação a este lado da psique, hoje tenho um postura profissional que aproveita bem este lado, inclusive sou amiga e ao mesmo tempo exigente com as minhas mães,  e também com meus clientes e em breve estarei postando algo sobre este assunto.
Mas o mais interessante disso tudo é que enquanto a minha história de desenrrolava também acontecia a história da Terapia Ocupacional, isto mesmo. Tenho quase a mesma idade da Terapia Ocupacional no Brasil e as datas se cruzam como que por coincidência, enquanto eu me desenvolvia a T.O também fazia o seu caminho, a sua história/tragetória. 
História Ocupacional é um recurso terapêutico utilizado pela Terapia Ocupacional para a indicação orientação de uma atividade que seja terapêutica, que vá de encontro aos interesses, habilidades e necessidades de sua cliêntela, não poderia não contar a minha história aquí, para servir de exemplo para compreensão do  assunto.
Recentemente vendo uma citação em uma postagem de uma colega T.O me veio a vontade de escrever sobre o assunto:  Lição nº 13 -  "Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia de como a sua jornada tem tudo a ver", das 50 lições de vida de Regina Brett. Espero ter contribuido!