terça-feira, 25 de outubro de 2011

- Da exclusão . . . À INCLUSÃO.

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!
Será que é mais fácil excluir do que incluir? A verdade  é que o que é mais comum presenciarmos, é a exclusão.
Como lidar com as diferenças que existem entre as pessoas?
Convivemos com diferenças o tempo todo: homem X mulher; alto X baixo; bonito X feio; gordo X magro; pobre X rico; velho X novo; gigante X anão; brancos X afrodecentes; lado A X lado B (como na política, por exemplo); religião X,Y,Z; Orientação/opção sexual; fulano, beltrano, sicrano; rótulos; RóTuLoS, RÓTULOS; ... e estes não são só aplicados aos dEficiêntes e imperfeitos. Antes de qualquer coisa temos que nos libertar destes rótulos, pois:
DEUS não faz acepção de pessoas”. (Atos 10:34)

Libertar-se do preconceito, exige  conscientização
Eis a única circunstância de gaiola que eu aprovo, por suas portas estarem abertas para que possamos abrir nossas cabeças.

"Ser diferente é normal!"

Já pensou se todas as pessoas fossem iguais? Não seria um tédio?! Por isso DEUS nos fez assim. Para aprendemos a descobrir e valorizar a diversidade convivendo com pessoas diferentes.
Certa vez, Caetano Veloso foi perguntando por um repórter ser ele era normal e a resposta dele é uma das frases que eu acho mais interessantes:

De perto ninguém é normal!” 

É isto, convivendo de perto saberemos as particularidades de cada um.
Quase sempre basta uma mudança de mentalidade para que alternativas propiciem a convivência integrada.
Já falei anteriormente sobre o conceito de DIVERSIDADE FUNCIONAL, lembram?  É graças à maneira de ser pensar e agir de cada um que o mundo fica mais interessante. Todas as pessoas têm contribuições para dar, se todas tiverem a mesma oportunidade de aprender e conviver.
Façamos um paralelo então, entre: excluídos X incluídos. Onde segundo o dicionário:
·    Excluir é: eliminar; por fora; expulsar; retirar; não admitir; privar; despojar.
·   Incluir é: Compreender, abranger; conter em si; fazer tomar parte, inserir, introduzir; fazer contar de uma lista, de uma série, etc.; relacionar; estar incluído ou compreendido, fazer parte, inserir-se: INCLUSÃO.

Acreditam os especialistas em inclusão que as “comunidades com diversidade sejam mais ricas, melhores e lugares mais produtivos para viver e aprender” e que “comunidades inclusivas tenham a capacidade de criar o futuro” daí o desejo de uma vida melhor para todos.
Precisamos também, criar acessibilidade para todos: Acesso ao Social, ao Físico, ao Transporte, à Escola, à Comunicação, ao Lazer, ao Trabalho, ao Voto, á Sexualidade, ao Esporte, ao meios Digitais e Espirituais.
Numa próxima postagem, nos aprofundaremos no tema acessibilidade, mas neste momento cito resumidadmente o arquiteto José Almeida Lopes Filho:
... “A sociedade da qual todos fazemos parte, da qual somos célula integrante, não deve resumir-se a elementos de inclusão ou exclusão. Nós todos somos a sociedade e as várias comunidades que a compõem são partes diferentes entre si, mas igualmente importantes e de expressão única...
... Assim, devemos entender de uma vez por todas que não são as pessoas que são dEficientes e sim as  edificações, transporte e comunicações em geral, que são planejados e projetados com conceitos ultrapassados ineficientes para o uso do homem (eu, você, todos).”

O modelo social da deficiência diz que são as atitudes da sociedade e o nosso ambiente que necessitam mudar”. (Westmacott)

A sociedade inclusiva :

Ama a seu próximo como a si mesmo”. (Mateus 22:39)
 
Dá oportunidade de ter acesso ao que pode ser feito, ou pelo menos nos dá a oportunidade de fazer autocrítica do que é necessário ser feito, sairmos do senso comum* mudar velhos hábitos. Programarmos-nos para o futuro reflexivamente. (*gostei muito da definição do Pedro Bial sobre senso comum: é a pessoa que tem preguiça de pensar! E nesse caso, isso é muito comum de acontecer, não parar p’ra refletir e repetir uma fala impregnada de preconceitos).
A inclusão social é o processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir em seus sistemas sociais gerais, pessoas com diversidade funcional, simultaneamente estas se preparam para assumir seus papeis na sociedade. Constitui -se um processo bilateral, no qual as pessoas excluídas e a sociedade buscam, em parceria, equacionar problemas, decidir soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para todos.
É um processo que contribui para a contornação de um novo tipo de sociedade através de transformações, pequenas e grandes, nos ambientes físicos (espaços internos/ externos, equipamentos, aparelhos e utensílios, mobiliário e meios de transporte), nos procedimentos técnicos e na mentalidade de todas as pessoas, portanto também da própria pessoa com diversidade funcional.
Portanto, ao contrário do que se poderia imaginar, numa primeira impressão é que a inclusão das pessoas com diversidade funcional interessa a muita gente e não apenas a minoria.
A inclusão social é um dos pilares norteadores da autodefesa da pessoa com diversidade funcional.
A maior dificuldade em se transformar uma sociedade excludente em uma sociedade inclusiva não é necessariamente de ordem econômica, política ou técnica, mas sim de ordem subjetiva ou atitudinal.
Isso porque inclusão social é, antes de tudo, um processo subjetivo e espontâneo que envolve, diretamente, o relacionamento entre seres humanos: entre uma maioria constituída pelos “normais”, saudáveis e aceitáveis e uma minoria estigmatizada constituída pelos “dEficiêntes, imperfeitos, descartáveis, ineficientes e incapazes.”
O que é ser normal? Façamos um paralelo entre o Normal X Pessoas, Cidadãos, Indivíduos com necessidades especiais = Diversidade funcional – neste caso foco para a inclusão a ser realizado pela sociedade inclusiva e ou provavelmente pelo professor inclusivo.
Diversidades funcionais comuns no ambiente social e escolar: Mista como, por exemplo, no caso do autismo; na área do intelecto – raciocínio e memória; ou Visual, Auditiva, Olfativa, Verbal/Gustativa – isto é Sensorial; Sensório Motora e Física (aqui necessidades educativas especiais). Atualmente até o Anão é considerado como pessoa com necessidades especiais, por suas particularidades físicas, inclusive incluído no BPC (Benefício de Prestação Continuada) do INSS.

Na medida em que as diversas barreiras sociais são removidas, a pessoa com diversidades funcionais têm maiores chances de se posicionar com sujeito pleno, para além das limitações que possui”. 

Mas, com o eliminar barreiras atitudinais? Fernanda Travassos Rodriguez -  Dra. em Psicologia resumidamente nos diz assim:
...“quem apresenta e inclui a criança desde o nascimento na sociedade é a própria família. ...
...Isto não muda a sociedade em si, isto muda a idéia das pessoas que constroem socialmente valores, normas, padrões, conceitos e preconceitos. ...
...Contudo, podemos dizer que a inclusão começa em casa ,...Os pais... que permitem que seus filhos (NORMAIS?) conheçam, se aproximem e convivam com as diferenças. ...Uma inclusão que não é baseada em crenças verdadeiras dos próprios pais não funciona, não vinga e não transforma aqueles que cercam a criança. ...Há guerra travada com aqueles que não aceitam nem as próprias diferenças e vivem em busca de modelos ideais. ...
...( A CRIANÇA COM NECESSSIDADES ESPECIAIS) ensina aos colegas que a vida é feita de diferenças e que é possível lidar com as mesmas sem ter que buscar modelos ideais... começa desde bem cedo a aprender a lidar com a sociedade como ela é.”...
Todos somos iguais nas diferenças!

Quebre a resistência tome uma atitude: construa acessibilidade a pessoa com deficiência intelectual” este foi o tema da semana da pessoa com dEficiência intelectual e múltipla no ano de 2009, defendido pelas APAE’s. Esse é o caminho para a inclusão. Comece hoje, agora, já! Corra...

Respeite a diversidade:
  • Faça um esforço para enxergar sempre a pessoa e não a diversidade funcional, pois ninguém gosta de ser visto pelo prisma das limitações.
  • Trate a pessoa com diversidade funcional com a mesma consideração e respeito com que você trata as demais pessoas.
  • Quando quiser informação de uma pessoa com diversidade funcional, dirija-se a ela e não aos intérpretes ou acompanhantes.
  • Quando puder, ofereça ajuda e pergunte qual a melhor forma de colaborar. A própria pessoa com diversidades funcionais especiais auxiliará você quanto à melhor forma de ajudá-lo.
  • Trate a pessoa com diversidade funcional como alguém com as mesmas qualidades e defeitos de qualquer ser humano.
  • Chame a pessoa com diversidade funcional pelo nome, com se faz com qualquer outra pessoa.
  • Pense sempre que você pode aprender e crescer muito convivendo com pessoas que se comunicam, se locomovem e faz leituras do mundo de forma diferente das suas.
    BIBLIOGRAFIA: 
    FILHO, José Almeida Lopes; O direito de ir e vir com independência, (Arquiteto especialista em acessibilidade, Federação das APAE’s do estado de Minas Gerais, semana do excepcional 2001. 
    MAINARDI, Diogo; Deficientes Discriminados, VEJA, 10 de dezembro de 2003.
    OLIVER, Fátima Corrêa, et al; Reabilitação Baseada na Comunidade (RBC) – Projeto Jardim D’abril Federação das APAE’s do estado de Minas Gerais, semana do excepcional 2001.
    TRAVASSOS-RODRIGUES, Fernanda; Síndrome de Down – o portador e a inclusão para a inicialização na vida Social escolar; Psique.Psicóloga e Terapeuta Familiar Doutora em Psicologia Clinica; PUC - RIO; 
    SASSAKI, Romeu Kazumi; Construindo a sociedade para todos, Rio de Janeiro WVA, 1997.

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